Bolacha Maria

15/06/2009

Era uma vez uma bolacha Maria que disse que Maria,

só Maria, não chegava.

Queria ser, ao menos, Maria Emília. Bolacha Dona

Maria Emília, com todo o respeito.

As outras companheiras do pacote fizeram-lhe a

vontade. Mas, quando uma bolacha Maria começa com

exigências, oh! oh! Nunca mais pára…

– Pensando melhor, não dispenso os apelidos. Quero

passar a ser tratada por Dona Maria Emília de Melo e

Sousa Trigo de Reboredo Farinha.

Um nome tão comprido e retorcido não é fácil de

decorar. Algumas das simplesmente Maria chamavam-na

de Maria de Trigo Melo e Sousa não sei quê Farinha.

Outras, de Maria Reboredo Farinha de Melo Trigo de

Sousa Emília. E as mais esquecidas, apenas de Maria Farinha de Trigo, o que a punha fula.

– Distingam-me. Separem-me. Marquem a diferença. Eu

sou uma bolacha especial. Uma bolacha Dona Maria

Emília de Melo e Sousa Trigo de Reboredo Farinha.

– Tá bem – diziam as outras, que não eram de despiques.

Alguém abriu o pacote e começou a provar daquelas

bolachas torradinhas e saborosas. Elas não se importavam. Sabiam para o que estavam destinadas e davam-se por contentes. Proporcionar um pouco de prazer ao paladar era a vocação delas.

A Maria que não ia com a outras, por sinal a última do

pacote, não seguiu o caminho das demais. Ficou a aguardar novo acesso de apetite de quem, daquela vez, já estava de barriga cheia. Ficou sozinha. Ficou esquecida. Amoleceu.

Quando, passado dias, deram por ela disseram:

– Esta bolacha já está mole. Não presta.

E chamaram:

– Bobi, anda cá. Toma.

O Bobi, de rabinho a abanar, muito saracoteante e

salivante, veio, tomou e foi assim que a excelentíssima

bolacha Dona Maria Emília de Melo e Sousa Trigo de

Reboredo Farinha acabou na boca do cão.

Esta história é pequenina e sabe a pouco? Pois é. O Bobi

também achou o mesmo.

FIM

 

António Torrado

 


 

 

 

 

 

 

Toy Bolacha Maria que acompanha cada peça

Toy Bolacha Maria que acompanha cada peça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma ‘Bolacha Maria’ na marca Gabriela Lenzi.

 Sábado, no Jornal de Santa Catarina, na coluna do Cristiano Santos, saiu uma materia sobre o início e tudo o que antecedeu a marca. Quem não  leu, poderá ver agora acessando o link http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1147,2543767,12515


Mais uma ‘Bolacha Maria” que não  é “Dona Maria

Emília de Melo e Sousa Trigo de Reboredo Farinha” e sabe para o que veio: “proporcionar um pouco de prazer, essa  é a vocação dela…”


Obrigada a Cristiano Santos pela pessoa gentil e profissional competente.

 

One Response to “Bolacha Maria”

  1. glacy Says:

    Estou maravilhada e torcendo muito por vc. Muito mais felicidades e sucessos para vc.
    bj

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